Meu querido diário...
Os dias têm sido de chuva e ventanias, mas o sol teima em aparecer, deixando a terra marcada, para novamente ser revolvida pela força das águas.
Na maioria das vezes, isto passa despercebido, mas é a primavera se manifestando, preparando a frutificação. Não tenho feito meus caminhos no Ventania, nas montanhas verdes, porque a fúria da natureza não tem permitido. Aguardo as imagens lindas do por-do-sol todas as tardes, da janela do meu quarto e vejo o tempo passando, passando e me mostrando a vida que construí. O vento tem agido com fúria e desdém, a ponto de derrubar por terra o grande ipê branco que tingia minha calçada com suas flores debutantes da primavera, assim como também outras árvores próximas. Por outro lado, ainda podemos sair de casa após a tormenta e ficar descalços na enxurrada, ou deixar partirem barquinhos de papel. Assim que o sol retorna, inúmeras formigas de asas saem de seus esconderijos e refletem a sua luz, acho que parecemos um pouco com elas quando temos esta necessidade de sair de casa e respirar mais livremente. As cigarras, enfadadas dos dezessete anos no subterrâneo, liberam seu canto contínuo e espalham as exúvias pelo chão...
Observo ao meu lado aquela pele rosada começando a apresentar espinhas, o corpo adquirindo as formas de mulher. O perfil delicado, o corpo alto e esguio, os cabelos cor de mel... Mas aqueles olhos são os meus! É como um espelho do amor... Quase não acredito! Já se vão onze anos e mal percebi.
Os gostos, as diversões, a personalidade forte, a meiguice e o sorriso, são os mesmos? Ah, aquele sorriso que ilumina o dia, que faz com que tenhamos força para plantar e colher... O mesmo sorriso que faz o que quer do pai, que, sem disfarçar, mantém aquela expressão da mais completa admiração...
Hoje, querido diário, é o dia da minha flor mais bela, que desabrocha e começa a pintar suas pétalas e a apurar seu perfume. Hoje é dia de celebrar a grandeza de ser mãe pela segunda vez, a ventura de viver e crescer junto com quem temos laços mais que afetivos. Hoje é dia de lhe escrever e registrar os passos, ora certeiros, ora reticentes, mas que sempre me conduzem para um caminho maior.
Que Deus abençoe a minha Flor e que ela seja sempre feliz!
Os dias têm sido de chuva e ventanias, mas o sol teima em aparecer, deixando a terra marcada, para novamente ser revolvida pela força das águas.
Na maioria das vezes, isto passa despercebido, mas é a primavera se manifestando, preparando a frutificação. Não tenho feito meus caminhos no Ventania, nas montanhas verdes, porque a fúria da natureza não tem permitido. Aguardo as imagens lindas do por-do-sol todas as tardes, da janela do meu quarto e vejo o tempo passando, passando e me mostrando a vida que construí. O vento tem agido com fúria e desdém, a ponto de derrubar por terra o grande ipê branco que tingia minha calçada com suas flores debutantes da primavera, assim como também outras árvores próximas. Por outro lado, ainda podemos sair de casa após a tormenta e ficar descalços na enxurrada, ou deixar partirem barquinhos de papel. Assim que o sol retorna, inúmeras formigas de asas saem de seus esconderijos e refletem a sua luz, acho que parecemos um pouco com elas quando temos esta necessidade de sair de casa e respirar mais livremente. As cigarras, enfadadas dos dezessete anos no subterrâneo, liberam seu canto contínuo e espalham as exúvias pelo chão...
Observo ao meu lado aquela pele rosada começando a apresentar espinhas, o corpo adquirindo as formas de mulher. O perfil delicado, o corpo alto e esguio, os cabelos cor de mel... Mas aqueles olhos são os meus! É como um espelho do amor... Quase não acredito! Já se vão onze anos e mal percebi.
Os gostos, as diversões, a personalidade forte, a meiguice e o sorriso, são os mesmos? Ah, aquele sorriso que ilumina o dia, que faz com que tenhamos força para plantar e colher... O mesmo sorriso que faz o que quer do pai, que, sem disfarçar, mantém aquela expressão da mais completa admiração...
Hoje, querido diário, é o dia da minha flor mais bela, que desabrocha e começa a pintar suas pétalas e a apurar seu perfume. Hoje é dia de celebrar a grandeza de ser mãe pela segunda vez, a ventura de viver e crescer junto com quem temos laços mais que afetivos. Hoje é dia de lhe escrever e registrar os passos, ora certeiros, ora reticentes, mas que sempre me conduzem para um caminho maior.
Que Deus abençoe a minha Flor e que ela seja sempre feliz!
.:: Música deste post: “Ana Júlia” – Los Hermanos ::.






19 comentários:
Muito amor, amiga! Parabéns a ambas, vida longa a você e suas belas flores. :) Boa semana.
Parabéns,Claudinha,que Deus abençoe a tua Flor,a faça feliz e a proteja.
Os parabéns são também para os outros membros da família,unida pelo abraço do amor.
Beijo carinhoso,querida.
Parabéns pela sua flor.
Dias de ventania me dão medo, mas não deixo de achar lindo...
Parabéns pra sua princesinha!
Tenho ido todos os dias no ventania... Hoje estive por lá... =D
Ontem tomei aquela chuva hahaha e hj a chuvinha deisistiu e me deixou ficar por lá, por mais tempo....
Ah os ypês.... como eu amo!
Beeeeijos, tava com saudades de vir aqui, mas estou perdidassa com esse fim de semestre, é zero em um trabalho por culpa alheia, eh expulsão de aula, é projeto q faço num programa e nao converte p outro, e então tudo perdido.... ó céus, nem lembrava mais do meu blog... rs que bom que nao esqueci do seu... é bom vir aqui renovar as energias...
AMO
Olá Claudinha,gostei muito da sua mensagem e vou responder com mais tempo,por agora vim fazer uma visita breve e dezejar-lhe uma excelente semana!
Um abraço
Ana Mascarenhas
Portugal
Parabéns para a sua florzinha, para a sua gatinha de olhos vivazes, que sabe cativar a todos com seu sorriso iluminado. Feliz aniversário pra ela! Que venham muitas outras primaveras, que ela tenha muitas ternuras para lembrar. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
Feliz Ano Novo para sua Flor e para vocês, que tem a companhia dela. Reconhcer nessa pequena pessoa seus traços é uma alegria de mãe... e ver ali que fez o melhor e está dando o melhor para que ela seja feliz.
Felicidades!
bjs
Querida Claudinha! Parabéns a você, em primeiro lugar, por ter plantado e cultivado essa flor.
E para essa criatura linda, que desabrocha, com os "ares" da mãe, desejo todas as venturas pelos caminhos que ela irá percorrer!
Beijos em ambas!
Dora
Que essa flor se siga desarrolhando em todo o seu esplendor.
São as metamorfoses que nos dá a vida, mas se cuidámos a nossa flor tudo perpetua.
Beijos
Valeu a pena voltar aqui tantas vezes em busca de novas postagens. Encontro poesia-poesia e o poema que brota da prosa, o que já é uma marca sua!
Parabéns a tua Flor, a tuas flores.
Felicidades, sempre, minha querida Poeta!
Beijos para ti e para a flor - filhota.
E parabéns, claro!
Um beijo em sua filha e que Deus a abençoe...é muito bom ler seus textos, que exalam poesia...parabéns para ela e para você!!beijos.
Que todos os deuses abençoem sua Flor tão linda.
Felicidades sempre.
beijos
Claudinha, são os ciclos da renovação. Despertar, semeadura, nascimento, ah que o inverno seja associado sempre ao descanso. Bom fim de semana! Beijus
Pois é, querida Amiga, vemos os nossos filhes crescerem e só nos damos conta quando eles já estão adultos. Vez por outra, vendo minhas filhas que agora têm os filhos delaa ( a de uma delas é quase da idade da Ana Júlia), me lembro delas pequeninas, inocentes, sem saberem nada da vida e tenho saudade daqueles tempos. Um beijo e um excente fim de semana, extensivo aos seus.
Nossa, Claudinha, fecho os olhos e deixo suas palavras me tocarem por todos os poros...comoverem minh'alma. Encantada, visualizo a beleza do passeio que você faz com o olhar para você nos olhos da sua linda flor. Flor que se faz vida na sua vida. Lindo demais!
Olhar de mãe, prá mim, é o olhar feminino da face de Deus. Lindo demais. Repito
Beijo
Claudinha,
parabéns à filha, à outra filha e à mãe das filhas, que nelas reconhece traços seus! Ela está vicejando, como as flores da primavera e, com seu colorido ímpar alegrando o seu coração.
Beijos. Carinho.
Vida longa para a sua flor mais bela. E tomara que também traga em si, a essência delicada da mãe.
Um beijo!
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