domingo, 9 de outubro de 2011

A doce vida dos defensores dos frascos e comprimidos...


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Olivia House Photography


O dia-a-dia numa farmácia não é brincadeira! Longas horas em pé, atenção redobrada, conferências e mais conferências para decifrar hieróglifos e ainda manter o lindo sorriso no rosto... O problema é quando este sorriso teima em aparecer em horas indevidas e nos causa embaraços quando resolvem se tornar gargalhadas contidas... São situações inusitadas que nos testam à todo minuto...

Como aquele caso do cliente que entra na farmácia e o olha como se o conhecesse há séculos e vai logo pedindo: “Eu quero aquele remédio da caixinha branca, com uma faixa vermelha, assim”... E diante de nossa dúvida, ainda tenta explicar : “É aquele remedinho que eu tomo, branquinho , redondinho ”!  E quando a nossa incompetência é tamanha que temos que recorrer aos registros do cliente para saber qual remédio este toma e nos deparamos com uma grande variedade de medicamentos, ou a perguntas sobre para que o mesmo serve, o cidadão sai frustrado e decepcionado com nossa incapacidade e por ser "obrigado" a trazer a receita...

Tem também aqueles casos que considero hilários...  Como o do rapaz que entra no estabelecimento e pede “Camédi”. Prontamente é atendido e lhe é vendido um lubrificante íntimo com este nome (K-med). O mesmo volta embaraçado, dizendo que sua esposa ficou furiosa, pois precisava de um medicamento para refrescar a pele do bebê  e que se chama Calamed.

E tem o caso do senhor que entrou na FARMÁCIA e perguntou se tinha “xerópi”. O vendedor, solícito, indagou  que tipo de xarope aquele senhor queria. Após muitas tentativas o idoso agitou uma pilha de papéis no rosto do rapaz, eu quero tirar cópia, 'xerópi' entendeu?

E mais, a garota atende um cliente que pede determinado medicamento. Ao efetuar a venda no sistema, ela pergunta ao comprador: “É a vista"? (...ou seria à prazo...) E ele responde... “Não! É problema de coluna!

E para os funcionários novatos, é imprescindível um maior conhecimento dos nomes dos clientes, para quando a dona Suzanete mandar um funcionário com dificuldades de pronúncia buscar o seu medicamento, não tentar lhe enviar um anticoncepcional Cerazette...

E, que fique bem claro! Tudo isto acontece por causa de nossa completa incapacidade em entender, prever o futuro, ler mentes e mesmo adivinhar o que está sendo pedido...

Ah, esta é uma dose homeopática do que é a doce vida dos defensores dos frascos e comprimidos...

© Claudinha

.:: Música deste post: “Golpe de mestre” (Scott Joplin & George Gershwin) ::.

Meus amigos, me desculpem a falta de visitas, ando atarefada e sem tempo até de escrever textos que julgo razoáveis. Mas estou voltando, me organizando... Beijos e obrigada pelo carinho e atenção!

18 comentários -:

eliana disse...

Foi mto bom começar o dia rindo com esse texto, agora posso até imaginar o porque do seu amigo inspirador postar algumas imagens no face tipo:
OBama...rsrss
Acho interessante vcs tirarem proveito desses momentos, fica tão mais leve o dia...

Vou prestar bastante atenção pra não cometer nenhum deslize ao pedir "medicamento" a vcs
rsrsrss...Jesuis

bj

Claudinha ੴ disse...

hahahaha Eliana, que bom que comentou... Pois é, este nosso AMADO amigo inspirador passa apuros com a gente, mas levando sempre numa boa e com sorrisos e mais sorrisos... Enfim, assim é viver para nós, rsrsrs. Beijos!

Mirian Martin disse...

Estou rindo aqui que nem boba! :))
Muito bom!

beijos

Benno disse...

hahah... realmente, muito engraçado...mas a gente encontra coisa parecida na maioria das professoes. beijo

Claudinha ੴ disse...

Olá Mírian! Tem cada uma... Mas algumas eu fui obrigada a omitir por causa de privacidade de clientes, rsrsrsrs. Um beijo!

Claudinha ੴ disse...

Olá Benno! É verdade! Em todo lugar temos motivos para sorrir! Um beijo!

Francisco Sobreira disse...

Querida Amiga,
A sua solidariedade aos empregados de farmácias acabou resultando em um texto bem humorado, que me fez rir. O humor começa no título, um trocadilho com "fracos e oprimidos". Seria bom que você nos presenteasse, vez ou outra, com textos engraçados. Um beijo,
PS. A palavra "licontr", que

está na "Verificação de Palavras", mais parece nome de medicamento, não?

David C. disse...

Claudinha sólo queda tener paciencia, es una de las principales virtudes en la vida de los seres humanos.

Claudinha ੴ disse...

Olá Sobreira, querido amigo!
Que felicidade vê-lo aqui de novo! Saudades!
Bem, não vi a palavra de verificação, elas mudam a todo instante, mas parece que até elas resolveram participar do post, isto que é cumplicidade! Rsrsrs. Obrigada pelas palavras gentis! Beijos!

Claudinha ੴ disse...

Olá David, confesso que tem que ter MUITA paciência mesmo! Obrigada pela visita!

Duarte disse...

E mais ainda se também é laboratório.
Conheço a actividade, mas também tem os seus atractivos quando se é útil: não é só vender o produto.
É que alguns nomes!... quem os aprende, ainda que se familiarize com a caixinha? Sim, alguns.
Um grande abraço, querida amiga

Claudinha ੴ disse...

Isso mesmo Duarte! Alguns nomes nos deixam em apuros, rsrs. Obrigada! BJ

Jota Effe Esse disse...

É, Claudinha, a farmácia tem tudo para que histórias engraçadas aconteçam. Também nos consultórios médicos proliferam casos engraçados, porque os clientes conhecem a doença por um nome que o médico ignora. Tanto os médicos como os atendentes de farmácia deviam estudar nomes regionais. Meu beijo.

。♥ Smareis ♥。 disse...

Achei fantástico seu texto, dei umas boas risadas. Essas coisas acontece muito em farmácia. Tem pessoas que esquece o nome do medicamento, e quer que o atendente lembra pra ele.Achei a imagem um barato.Um excelente resto de semana cheio de coisas boas. Bjs grande!

Claudinha ੴ disse...

Olá JFS! Eu procuro treinar meus meninos e meninas atendentes, mas até comigo há embaraços, o caso da troca de nome, por exemplo, aconteceu comigo... rsrsrsr. Beijo!

Claudinha ੴ disse...

Oi Smareis!
Obrigada pelo carinho! Também adorei a imagem! Beijos!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Ri demais com esse seu post, Claudinha. Tenho 3 gerações de médicos na família e, talvez por isso, cultivo certa afinidade com farmácias - embora não tenha nada a ver profissionalmente com a área. Sem dúvida, você tem muita história pra contar sobre este mundo de frascos e comprimidos. Um beijo e parabéns pelo texto.

mixtu disse...

e eu a pensar que vida complicada era a minha, de pastor...
há muito que não lia um artigo tão excelente...


abrazo serrano

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