domingo, 20 de novembro de 2011

Goteiras...


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Imagem de Weit


Depois da chuva tanta, apareceu uma goteira... A casa nova tem uma goteira... Mas, uma casa que se preze tem que ter ao menos uma goteira, mesmo que seja em telhas novas na varanda, por conta de um descuidado instalador de antenas, ou algo assim...

É interessante que se note que uma goteira é quase membro da família. Ela faz parte do lúdico dos dias de chuva, da dança dos baldes, bacias, panelas e pessoas que se unem para as detectarem. Elas aparecem em visitas esporádicas e mobilizam cuidados para si... E nas casas mais antigas, goteiras são também história de vida.

As goteiras de minha infância impregnaram em minha alma o cheiro de terra molhada, os sons da sinfonia de latas, as velhas madeiras manchadas aqui e ali. O muro baixo e a casa vizinha do tio-avô, cercada de latas de cera Parquetina que tamborilavam nos dias chuvosos, para o deleite das crianças e desespero de toda vizinhança.

As poças de água que se formavam eram, na verdade, espelhos que refletiam nossos rostos felizes, porque criança é rica e já dizia meu Poetinha que rico ri àtoa. E, se resolvêssemos ir um pouco além, nos molharmos, escorregarmos até brigarmos, isso poderia render algum castigo, logo esquecido pelo cheiro doce dos bolinhos-de-chuva, servidos com café bem quente em que flutuavam pequenos cubos de manteiga a derreter...

Não, não me zanguei porque a casa nova tem uma goteira. Alguém virá consertá-la e outras surgirão. A casa nova não será mais nova, terá a nossa  nova história. O que me importa é que ela abriu o meu relicário de memórias mais preciosas...
© Claudinha

.:: Música deste post: “Nave de Prata” (Vermelho e Márcio Borges) – 14 BIS ::.


SHOW DO 14 BIS:
E depois das chuvas, o sábado foi de sol e de lembrar 30 anos depois. Sim, eu já me vi naqueles olhos antes e agora novamente com muito orgulho, a nossa história. Um grande reencontro, com grandes pessoas que participaram da trilha sonora de minha, nossas, vidas. Registrei um pouquinho no Lentes, o restante, está aqui comigo, "dentro do coração, mesmo que o tempo e a distância, digam não"! 

34 comentários -:

  1. Tantas historias para contar se van sucediendo mientras vamos mudando de casa en casa, gotera y tantas cosas más.

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  2. As goteiras ficam registradas ma memória de toda criança que morou em casa coberta por telha. Quando chovia o telhado de minha casa revelava que nós tínhamos andado sobre ele para pegar mangas que caíam e ficavam lá. Meu beijo.

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  3. E tudo é motivo para relembrar não é David? Obrigada!

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  4. Olá JFS! Também andei destruindo telhados com buscas e apreensões de mangas, caquis, laranjas... Rsrsrs. Doce infância! Um beijo!

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  5. Hola Claudia, yo espero que disfrutes de la nueva casa, tienes un bonito espacio.
    que tengas una feliz semana.
    un abrazo.

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  6. Hola Ricardo! Muito obrigada! Feliz semana para você também!

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  7. Que bonito e bucólico esse texto, Claudinha!

    Não tenho lembranças de goteiras na infância, mas de bolinhos de chuva, sim.

    Rs

    Um beijo.

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  8. Ah, os bolinhos de chuva são inesquecíveis mesmo Luna!Beijo!

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  9. Pois é fia! kkkk Sem goteiras não é uma casa com certeza!

    Não somente qualquer instalador pode provocar goteiras bem como gatos. Miiiiaauuuuuuuuuuu.... kkkk

    O Sibarita

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  10. Lindo texto Claudinha, e tenho muitas lembranças de goteira na minha infância.Por vezes quebrei algumas telhas quando a bola caia no telhado, eu minhas manas subia escondida no telhado, e quando chovia meu pai constatava nossa arte, ai o bicho pegava. Lindo texto amiga, adorei.Ótimo começo de semana cheio de coisas especias. Bjs grande!

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  11. Olá Sibarita miador... Já andou quebrando telhas por aí? rsrsrs. Além dos gatos, por aqui tem umas infernais pombas que nos deixam loucos! Um beijo!

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  12. Olá Smareis! Ah que delícia lembrar destas coisas de infância! Um beijo!

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  13. Demais essa "distinção" que você faz à goteira, promovendo-a a uma parte dos móveis e utensílios, das histórias de famílias, das lembranças mais raras. A lata de cera Parquetina foi outro golden moment. Um beijo, amiga Claudinha.

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  14. a chuva que penetra
    que se ouve
    nada mais bonito do que estar na cama... e ouvir lá fora... tem que ser lá fora... o cair da chuva...

    abrazo serrano

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  15. Olá Marcelo! Eu sou uma saudosista incorrigível! Rsrsrsrs. Um beijo!

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  16. Eu também gosto de ouvir a chuva Mixtu, mas tem que ser lá fora, tem que ser... Um beijo!

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  17. Enquanto lia o post, lembrei de Ciranda da Bailarina, do Edu Lobo e Chico Buarque. Só na casa da bailarina não tem goteira!! (rs*) Também lembrei da música de João Pacífico, Goteira. Bora ouvir que é música de saudade!!
    Toda casa tinha uma bacia reservada para uma goteira que eventualmente aparecia quando a chuva forte quebrava alguma telha. Atualmente as goteiras deram lugar aos vazamentos, bem mais difíceis de tratar e bem tristes! ;)
    Que delícia de reencontro, Claudinha!! Fez bem em fotografar! Lembro de muita coisa deles, será que é porque sou mineira? Acho que não, eles são repletos de hits!
    Você foi citada em um post do "Luz" recentemente!
    Boa semana! Beijus,

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  18. Querida amiga

    Aqui em Fortaleza
    também teve show
    do 14 bis.

    Lindo.

    As lembranças nos
    devolvem
    os sentimentos
    que nos dão sentido
    e escrevem
    as nossas histórias.

    Que a luz da vida
    esteja sempre em teu olhar.

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  19. Belas lembranças Luma! Acho que nós 'minêros' temos o clube da esquina e aqueles anos como marco no coração... mas eles fizeram muitos conhecidos com as canções de novelas pelo Brasilzão... Ótimas as suas associações com as músicas também, eu adoro a ciranda da Bailarina, cantamos no coral.
    Um beijo e vou lá ver a citação!

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  20. Olá Aluísio!
    Eles têm viajado muito mesmo! Que bom que também puderam curtir a nossa gente e a nossa música de Minas... Um beijo!

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  21. Haja música

    para alegrar as almas!


    bjsss

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  22. Pasaba a saludarte,
    que tengas un feliz fin de semana.
    un abrazo.

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  23. Obrigada Ricardo, tenha um feliz final de semana também! Abraço!

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  24. Tal como nas casas, numa vida sem goteiras deve haver qualquer coisa errada...
    Às vezes as goteiras desaparecem sozinhas, a frincha ganha musgo e veda... rsrs... Quem sabe na tua também acontece o mesmo...
    Querida amiga Claudinha, tem um bom fim de semana.
    Beijos.

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  25. Começa a fazer parte da família quando já não tem arranjo. Até serve para dar utilidade àquele balde que por ali andava em desuso.

    Encantado fiquei...

    Beijinhos

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  26. Obrigada Nilson!
    São coisas desta vida... Um beijo!

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  27. Duarte!
    E tem a sua poesia, não é? Um beijo!

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  28. Passando pra deixar um beijo, flor.

    =*

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  29. Gotinhas de saudade... que lotam o balde do coração de quem viveu essa época. :) Boa semana, Claudinha!

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  30. É verdade Árabe! Só gotinhas de saudade podem fazer isso! Um beijo!

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  31. como ainda ninguem veio compor a goteira...
    cá estou eu...

    abrazo serrano

    ps. foto do meu casório
    os amigos pediram... e eu concedi

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  32. Ah Mixtu! Assim são os amigos! Para ajudar com as goteiras e para ver juntinhos as fotos do casamento! Ah que delícia! BJ!

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