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Depois da chuva tanta,
apareceu uma goteira... A casa nova tem uma goteira... Mas, uma casa que se
preze tem que ter ao menos uma goteira, mesmo que seja em telhas novas na varanda,
por conta de um descuidado instalador de antenas, ou algo assim...
É interessante que se note
que uma goteira é quase membro da família. Ela faz parte do lúdico dos dias de chuva,
da dança dos baldes, bacias, panelas e pessoas que se unem para as detectarem. Elas
aparecem em visitas esporádicas e mobilizam cuidados para si... E nas casas
mais antigas, goteiras são também história de vida.
As goteiras de minha infância impregnaram em minha alma o cheiro de terra molhada, os sons da sinfonia de latas,
as velhas madeiras manchadas aqui e ali. O muro baixo e a casa vizinha do tio-avô, cercada
de latas de cera Parquetina que tamborilavam nos dias chuvosos, para o deleite das
crianças e desespero de toda vizinhança.
As poças de água que se
formavam eram, na verdade, espelhos que refletiam nossos rostos felizes, porque
criança é rica e já dizia meu Poetinha que rico ri àtoa. E, se resolvêssemos ir
um pouco além, nos molharmos, escorregarmos até brigarmos, isso poderia render
algum castigo, logo esquecido pelo cheiro doce dos bolinhos-de-chuva, servidos
com café bem quente em que flutuavam pequenos cubos de manteiga a derreter...
Não, não me zanguei porque a casa
nova tem uma goteira. Alguém virá consertá-la e outras surgirão. A casa nova não será mais nova, terá a nossa nova história. O que me
importa é que ela abriu o meu relicário de memórias mais preciosas...
© Claudinha
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Música deste post: “Nave de Prata” (Vermelho e Márcio Borges) – 14 BIS ::.
SHOW DO 14 BIS:
E depois das chuvas, o sábado foi de sol e de lembrar 30 anos depois. Sim, eu já me vi naqueles olhos antes e agora novamente com muito orgulho, a nossa história. Um grande reencontro, com grandes pessoas que participaram da trilha sonora de minha, nossas, vidas. Registrei um pouquinho no Lentes, o restante, está aqui comigo, "dentro do coração, mesmo que o tempo e a distância, digam não"!
SHOW DO 14 BIS:
E depois das chuvas, o sábado foi de sol e de lembrar 30 anos depois. Sim, eu já me vi naqueles olhos antes e agora novamente com muito orgulho, a nossa história. Um grande reencontro, com grandes pessoas que participaram da trilha sonora de minha, nossas, vidas. Registrei um pouquinho no Lentes, o restante, está aqui comigo, "dentro do coração, mesmo que o tempo e a distância, digam não"!

Tantas historias para contar se van sucediendo mientras vamos mudando de casa en casa, gotera y tantas cosas más.
ResponderExcluirAs goteiras ficam registradas ma memória de toda criança que morou em casa coberta por telha. Quando chovia o telhado de minha casa revelava que nós tínhamos andado sobre ele para pegar mangas que caíam e ficavam lá. Meu beijo.
ResponderExcluirE tudo é motivo para relembrar não é David? Obrigada!
ResponderExcluirOlá JFS! Também andei destruindo telhados com buscas e apreensões de mangas, caquis, laranjas... Rsrsrs. Doce infância! Um beijo!
ResponderExcluirHola Claudia, yo espero que disfrutes de la nueva casa, tienes un bonito espacio.
ResponderExcluirque tengas una feliz semana.
un abrazo.
Hola Ricardo! Muito obrigada! Feliz semana para você também!
ResponderExcluirQue bonito e bucólico esse texto, Claudinha!
ResponderExcluirNão tenho lembranças de goteiras na infância, mas de bolinhos de chuva, sim.
Rs
Um beijo.
Ah, os bolinhos de chuva são inesquecíveis mesmo Luna!Beijo!
ResponderExcluirPois é fia! kkkk Sem goteiras não é uma casa com certeza!
ResponderExcluirNão somente qualquer instalador pode provocar goteiras bem como gatos. Miiiiaauuuuuuuuuuu.... kkkk
O Sibarita
Lindo texto Claudinha, e tenho muitas lembranças de goteira na minha infância.Por vezes quebrei algumas telhas quando a bola caia no telhado, eu minhas manas subia escondida no telhado, e quando chovia meu pai constatava nossa arte, ai o bicho pegava. Lindo texto amiga, adorei.Ótimo começo de semana cheio de coisas especias. Bjs grande!
ResponderExcluirOlá Sibarita miador... Já andou quebrando telhas por aí? rsrsrs. Além dos gatos, por aqui tem umas infernais pombas que nos deixam loucos! Um beijo!
ResponderExcluirOlá Smareis! Ah que delícia lembrar destas coisas de infância! Um beijo!
ResponderExcluirDemais essa "distinção" que você faz à goteira, promovendo-a a uma parte dos móveis e utensílios, das histórias de famílias, das lembranças mais raras. A lata de cera Parquetina foi outro golden moment. Um beijo, amiga Claudinha.
ResponderExcluira chuva que penetra
ResponderExcluirque se ouve
nada mais bonito do que estar na cama... e ouvir lá fora... tem que ser lá fora... o cair da chuva...
abrazo serrano
Olá Marcelo! Eu sou uma saudosista incorrigível! Rsrsrsrs. Um beijo!
ResponderExcluirEu também gosto de ouvir a chuva Mixtu, mas tem que ser lá fora, tem que ser... Um beijo!
ResponderExcluirEnquanto lia o post, lembrei de Ciranda da Bailarina, do Edu Lobo e Chico Buarque. Só na casa da bailarina não tem goteira!! (rs*) Também lembrei da música de João Pacífico, Goteira. Bora ouvir que é música de saudade!!
ResponderExcluirToda casa tinha uma bacia reservada para uma goteira que eventualmente aparecia quando a chuva forte quebrava alguma telha. Atualmente as goteiras deram lugar aos vazamentos, bem mais difíceis de tratar e bem tristes! ;)
Que delícia de reencontro, Claudinha!! Fez bem em fotografar! Lembro de muita coisa deles, será que é porque sou mineira? Acho que não, eles são repletos de hits!
Você foi citada em um post do "Luz" recentemente!
Boa semana! Beijus,
Querida amiga
ResponderExcluirAqui em Fortaleza
também teve show
do 14 bis.
Lindo.
As lembranças nos
devolvem
os sentimentos
que nos dão sentido
e escrevem
as nossas histórias.
Que a luz da vida
esteja sempre em teu olhar.
Belas lembranças Luma! Acho que nós 'minêros' temos o clube da esquina e aqueles anos como marco no coração... mas eles fizeram muitos conhecidos com as canções de novelas pelo Brasilzão... Ótimas as suas associações com as músicas também, eu adoro a ciranda da Bailarina, cantamos no coral.
ResponderExcluirUm beijo e vou lá ver a citação!
Olá Aluísio!
ResponderExcluirEles têm viajado muito mesmo! Que bom que também puderam curtir a nossa gente e a nossa música de Minas... Um beijo!
Haja música
ResponderExcluirpara alegrar as almas!
bjsss
A música tem este dom Vieira Calado! Bjs
ResponderExcluirPasaba a saludarte,
ResponderExcluirque tengas un feliz fin de semana.
un abrazo.
Obrigada Ricardo, tenha um feliz final de semana também! Abraço!
ResponderExcluirTal como nas casas, numa vida sem goteiras deve haver qualquer coisa errada...
ResponderExcluirÀs vezes as goteiras desaparecem sozinhas, a frincha ganha musgo e veda... rsrs... Quem sabe na tua também acontece o mesmo...
Querida amiga Claudinha, tem um bom fim de semana.
Beijos.
Começa a fazer parte da família quando já não tem arranjo. Até serve para dar utilidade àquele balde que por ali andava em desuso.
ResponderExcluirEncantado fiquei...
Beijinhos
Obrigada Nilson!
ResponderExcluirSão coisas desta vida... Um beijo!
Duarte!
ResponderExcluirE tem a sua poesia, não é? Um beijo!
Passando pra deixar um beijo, flor.
ResponderExcluir=*
Um beijo para você também Luna! Rs
ResponderExcluirGotinhas de saudade... que lotam o balde do coração de quem viveu essa época. :) Boa semana, Claudinha!
ResponderExcluirÉ verdade Árabe! Só gotinhas de saudade podem fazer isso! Um beijo!
ResponderExcluircomo ainda ninguem veio compor a goteira...
ResponderExcluircá estou eu...
abrazo serrano
ps. foto do meu casório
os amigos pediram... e eu concedi
Ah Mixtu! Assim são os amigos! Para ajudar com as goteiras e para ver juntinhos as fotos do casamento! Ah que delícia! BJ!
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